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Investimentos resultam em melhorias

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Já se tornou lugar comum os relatos sobre a precariedade da educação como um dos principais problemas do Brasil. Esta opinião não se refere apenas a determinadas regiões, mas ao país como um todo. A educação é um dos setores fundamentais, em qualquer nação, para se elevar as competências técnicas de diversas áreas que podem ajudar a diversificar a economia e a desenvolver o país.

Por várias vezes, já citei que investir em educação é a única forma de tornar o Brasil um país desenvolvido. Sem ela é impossível manter uma economia em pleno desenvolvimento. A necessidade de alcançarmos uma educação de qualidade para todos é consenso entre a sociedade brasileira. Entretanto, para que isso aconteça, o setor precisa ter prioridade não apenas nos discursos de políticos durante suas campanhas.

Para garantir uma educação com padrão mínimo de qualidade, o Brasil precisa aumentar, em até três vezes, o valor investido atualmente por aluno na rede pública de ensino. Esse cálculo significa R$ 37 bilhões a mais no sistema educacional público, que atende 40,7 milhões de matrículas. Esse investimento foi calculado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação e corresponde ao Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi), um parâmetro criado pela própria organização e que foi incorporado ao Plano Nacional de Educação (PNE).

O relatório revelou, também, que além das matrículas existentes, o Brasil ainda precisa incluir 2,8 milhões de crianças e jovens na escola e isso custará mais R$ 13 bilhões iniciais para garantir a infraestrutura e R$ 13 bilhões a mais por ano para manter esses alunos nas escolas.

Uma das metas do PNE é o aumento do investimento do PIB na educação, entretanto, é preciso ficar atentos que, por vezes, o problema não é a falta de investimento, mas sim como esse recurso é investido. É preciso direcionar o investimento para onde mais se necessita, investindo onde está a raiz da desigualdade.

Se compararmos a educação brasileira hoje com a de 30 anos atrás, podemos dizer que os índices melhoraram. No entanto, se pensarmos no que se exige da educação hoje, estamos piores. As exigências educacionais crescem rapidamente e a educação brasileira não tem acompanhado esse desenvolvimento. Se há 30 anos não havia escolas suficientes para todas as crianças, hoje temos as escolas, mas em estruturas deficientes.

A Finlândia pode, e deve, ser tomada como exemplo para o Brasil. O país chamou a atenção não apenas pelo avanço nos resultados, mas por apresentar um modelo diferente dos outros líderes do ranking de educação, a China e a Coreia do Sul. A transformação do sistema educacional finlandês começou na década de 70, quando foi criado o sistema de ensino obrigatório de nove anos e um currículo nacional visando igualar as oportunidades de acesso e a qualidade da educação.

Mudar a educação brasileira não é uma tarefa fácil e rápida. O mais importante é entendermos que as melhorias na educação exigem muito planejamento e tempo, além de empenho. Ter educação de qualidade e acessível é o primeiro passo para garantir o desenvolvimento do país. Uma população bem instruída conhece os seus direitos e deveres, e o resultado é um país igualitário e desenvolvido.

Janguiê Diniz
Diretor presidente da ABMES
Secretário executivo do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular

Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional

Fonte: Site ABMES
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